Introdução ao Módulo 2

Na introdução ao Módulo 2 deste curso, ser-lhe-ão apresentados os 10 princípios do design sustentável:

  1. Interligação
  2. Como desenvolver o propósito
  3. Trabalhar com a natureza
  4. Projetos para comunidades locais
  5. Fazer a diferença
  6. Melhorar os fluxos de energia
  7. Sustentabilidade a longo prazo
  8. Reduzir, reutilizar, reciclar

Assim que estiver familiarizado com os princípios do design sustentável, estará pronto para embarcar na competência 1: Sustentabilidade Económica. Passará então para a Competência 2: Sustentabilidade Social, e terminará com a Competência 3: Sustentabilidade Ambiental.

Apesar de abordarmos cada parte da narrativa da sustentabilidade de forma independente, na verdade elas estão interligadas, uma parte afetando as outras. À medida que percorrer este Módulo, será útil tê-lo em mente e estabelecer a relação entre cada grupo de competências.

Tudo está interligado

As árvores captam carbono da atmosfera com as suas folhas que, com a luz solar, convertem em alimento através da fotossíntese.

Os três irmãos – milho, feijão, abóbora – quando plantados em conjunto, trabalham em simbiose. Os grãos reparam o nitrogénio, de que o milho se alimenta, ao mesmo tempo que disponibiliza uma vara para o feijão trepar. A abóbora oferece uma cobertura para o solo, protegendo-o e às plantas das pragas.

O design sustentável vê a relação entre as partes e integra-as em conjuntos funcionais.

Desenvolver um propósito

Os elementos do design sustentável têm múltiplos usos. Para preparar o solo para o plantio, por exemplo, pode adicionar árvores fixadoras de nitrogénio, que servem como sucessoras das mais diversas plantas.

Quando estas árvores chegam ao fim da sua vida útil, pode aproveitar a madeira para produtos ou converter novamente o combustível em energia. Ao concentrar-se em primeiro lugar no motivo pelo qual o design sustentável é necessário, poderá criar deliberadamente sistemas que sejam sustentáveis a longo prazo.

Trabalhar com a natureza

O design sustentável deve ter sempre em conta o ambiente natural. Ao imitar a natureza, podemos criar sistemas sustentáveis, que construam comunidades resilientes e abundantes.

O design sustentável e eficiente funciona em três níveis: social, ambiental e económico. Certifique-se de que inclui todos os três aspetos no seu design final.

Design para comunidades locais

“Pense global, atue localmente” deveria ser o nosso mantra de sustentabilidade. Embora muitos dos problemas que enfrentamos, como a dívida, as mudanças climáticas e a desigualdade, sejam problemas sistémicos globais, as soluções deverão ser locais.

Isto requer a integração das comunidades locais, considerando os sentimentos, pensamentos e necessidades das pessoas. O design sustentável estabelece a ligação entre o nosso ambiente, saúde e bem-estar.

Trabalhe com pessoas que querem fazer a diferença

Trabalhe com pessoas afins, que partilhem da sua visão e valores de resultados sustentáveis. O design sustentável usa um aglomerado de ideias, processos e interações. Se quisermos ter alguma possibilidade de atingir métricas sustentáveis, teremos de aprender a trabalhar juntos.

A colaboração eficiente depende da sua atitude: participa porque quer ou relutantemente, porque tem de o fazer? As competências (conhecimento + prática) desempenham um importante papel na criação de um design sustentável, mas o sucesso depende também da sua atitude.

O significado deriva do trabalho que o apaixona, ao mesmo tempo que faz a diferença.

A energia flui para onde vai a atenção

Desenvolva sistemas sustentáveis para aquilo que for mais necessário. Trabalhe com o que tem, mesmo que não possua todas as ferramentas necessárias à sua disposição. Onde é que o design sustentável faz mais falta, relativamente ao local onde se encontra?

Trabalhe na sua esfera de influência para criar sistemas que proporcionem um rendimento máximo para a menor quantidade de energia despendida. Invista tempo criando sistemas sustentáveis, para que não tenha de gastar energia a apagar incêndios mais tarde.

Planear a sustentabilidade a longo prazo

Ao perceber como chegámos ao presente, podemos aprender a cocriar sistemas sustentáveis no futuro. No módulo “pensamento sistémico” deste programa, delineei quatro crises sistémicas a partir das quais teremos de construir sistemas mais sustentáveis. Estas incluem: instabilidade económica, mudanças climáticas, pico de petróleo, pico de alimentos e sobrepopulação.

Em vez de encarar estas crises como obstáculos, devemos vê-las como oportunidades para instalar a mudança. Os desafios e a inovação, tal como a mudança sistémica, andam de mãos dadas.

Reduzir, reutilizar, reciclar

A economia de crescimento industrial gera um enorme desperdício. Como o capitalismo se foca no capital natural e nas externalidades, a fim de gerar lucros a curto prazo, ele não leva em conta perdas nem custos, muitas vezes em detrimento do meio ambiente e do nosso bem-estar.

Temos de encontrar novas formas de reduzir a quantidade de lixo que criamos, ao mesmo tempo que reciclamos ou reutilizamos produtos que chegaram ao fim do seu ciclo de vida.

Fechar intencionalmente o circuito do ciclo do produto requer que nos tornemos responsáveis pelos nossos resíduos, minimizando assim o nosso impacto sobre a Terra.

Precisamos realmente de consumir tanto quanto hoje consumimos? Ou estaremos apenas a tentar preencher um sentimento de vazio? Teremos sofrido uma lavagem cerebral pela publicidade, para consumir mais e mais?

Embora estes princípios sirvam como diretrizes para o design sustentável, quanto mais trabalharmos com eles, mais poderemos adaptá-los, aumentá-los e revê-los para atenderem às nossas necessidades.

De seguida, examinaremos a ideia de sustentabilidade económica.