Dominar os Seus Sentimentos sobre o Futuro

Nesta Atividade, aprenderá a dominar os seus sentimentos em relação à sua identidade quando pensar no futuro.

Tendo interesse no futuro e na sustentabilidade, este foi um conceito que partilhei num grupo de Mastermind* com dois life coaches de Hong Kong – com base na premissa de que pensar no futuro pode criar tensão.

[* Um Mastermind é um pequeno grupo de pessoas que se reúnem dentro de um ambiente estruturado/protegido para aprender a colaborar para um propósito comum.] Saiba mais sobre o tópico no conjunto de competências de “domínio da mentalidade”.

Uma definição de tensão

A tensão é fadiga mental ou emocional, que pode apresentar-se como um estado de suspensão, ansiedade ou excitação. Pode deixá-lo a sentir-se esgotado e irritado ou estimulado e enérgico. Existem dois tipos de tensão:

  1. Tensão saudável: Coloca o processo criativo a serviço de um propósito maior.
  2. Tensão nociva: É motivada pelo medo. O que acontece quando se deixa motivar pelo medo é que rapidamente cai na armadilha de tentar exercer controlo. Quando isso acontece, acaba por resistir aos seus verdadeiros sentimentos, fazendo esforço para permanecer no estado de fluxo.

Respostas à tensão

O modo como responde à tensão pode marcar a diferença no modo como a experiencia.

Pensar sobre o seu futuro pode provocar uma das três respostas: contração, neutralidade ou expansão. Para dominar estados de consciência mais avançados (os seus sentimentos) e responder de forma mais inteligente aos desafios do futuro, deverá primeiro compreender como o nosso comportamento é motivado por estes três estados fundamentais:

  1. Contração: Baseia-se no medo; é motivada pela sensação de que há algo “errado”.
  2. Neutro: É um estado de consciência descontraído, em que tudo está bem, mas não há nada para fazer.
  3. Expansivo: Este estado de consciência é animado, interessado e alegre, nascendo da atitude de querer participar de todo o coração na criação de soluções para um problema.

Sustentabilidade e contração

Para demonstrar como uma contração pode afetar o mundo, vamos considerar a crescente necessidade que a sociedade tem de sustentabilidade ambiental. Percebemos que, quando os pensamentos sobre o nosso futuro provocam uma resposta baseada no medo, acabamos por tentar “reparar” o problema procurando livrar-nos do elemento que consideramos “errado”. Esta é a mesma atitude que criou os sistemas da economia de crescimento industrial.

Considere o contexto em que se desenvolveu:

O crescimento económico exponencial num planeta finito resultou na destruição de ecossistemas e na exploração de fontes de energia e mão de obra baratas para lucros financeiros de curto prazo. Essas narrativas sistémicas exploram a ideia de que há algo “errado” com o mundo e que temos de trabalhar furiosamente para extrair recursos e de nos explorarmos uns aos outros para fazer com que as coisas fiquem “bem”.

Na década de 1970, começámos a atingir os limites do crescimento económico e neste momento estamos diante do crescente problema da sustentabilidade e da mudança sistémica. Agora, estamos perante algumas componentes-chave da economia industrial que já não nos servem.

  • Reações baseadas no medo
  • Sucesso constante, causando sentimentos crescentes de que há algo “errado”. Quando está constantemente em busca da felicidade fora de si – através do dinheiro, de posses materiais, de relacionamentos -, estará sempre à procura da próxima coisa que vá preencher o vazio, depois de ter obtido aquilo que achava faltar-lhe
  • O desejo de controlar, resultando em tendências destrutivas aceleradas por pessoas que tentam controlar os recursos e controlar-se umas às outras

Uma mudança de mentalidade

Dois engenheiros tentam salvar o ambiente

A mentalidade expansiva reconhece que não existe um caminho “certo” ou “errado”, mas apenas o aqui e agora. O que importa é como responde ao seu contexto atual. É preciso uma pessoa treinada no mindfulness (um atributo que pode ser desenvolvido através da meditação) para ser capaz de dominar os seus sentimentos e responder às situações de forma mais inteligente.

Quando projeta os seus sentimentos para a realidade, inicia um ciclo de controlo e manipulação. O seu sentido de comunidade e relação é rapidamente erodido. A sensação de que há algo “errado” não se presta à colaboração com os outros, que é construída a partir da confiança.

Não há manual de instruções quando se trata de criar futuros sistemas sustentáveis. Teremos de ir lidando com a questão à medida que formos avançando, algo que será muito mais fácil com a mentalidade expansiva.