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Porque permacultura é o coração de um humanidade sustentável

2 anos ago

Os princípios da permacultura relacionam-se com a ética da permacultura: o cuidado com a terra, com as pessoas e a participação justa. Eles apresentam um mapa onde traçar a sua rota através da permacultura.

Observe e interaja

Passe tempo a observar a sua paisagem, como o fluxo de energia do vento, o ângulo do sol ao longo das estações, o volume de precipitação, o reconhecimento do terreno e a fazer avaliações relevantes do local. Ao familiarizar-se com a paisagem, interaja com ela – modele-a e faça alterações para um sistema com melhor fluxo e conexão.

A forma como hoje interagimos com o meio ambiente depende amplamente dos combustíveis fósseis. O projeto da permacultura implementa sistemas para a diminuição do consumo de energia (reduzindo a nossa dependência dos combustíveis fósseis), devido ao pico do petróleo e às alterações climáticas.

Capte e armazene energia

O nosso rácio de energia passou dos 1:1,25 pré-industriais para os 1:100 da era industrial – vivemos num tempo com energia para queimar. E de facto temos queimado. Os nossos sistemas, tão fortemente dependentes dos combustíveis fósseis, desperdiçam em demasia. Para fazer a transição para uma sociedade mais sustentável, precisamos de captar e armazenar a nergia do sol, do vento e da chuva.

Precisamos reciclar desperdício como parte do ciclo de vida do produto. A chave está na captação da água da chuva com depósitos, criando edifícios solares passivos, reciclando o desperdício sob a forma de águas residuais, bem como o desperdício alimentar.

Receba rendimentos

A fim de colher dividendos para benefício das pessoas e do planeta, temos de pensar sistemicamente. Um rendimento ou lucro tem de se basear na sustentabilidade do sistema a partir do qual é obtido.

Nas economias industriais, a obtenção de rendimentos resultou em práticas destrutivas, que dizimaram os ambientes naturais. Tais sistemas requerem o aumento de insumos de energia de ano para ano, a fim de maximizar o lucro. A permacultura implementa mudanças que terão um efeito positivo dos níveis social, ambiental e económico, durante os próximos anos.

Aplicar a autorregulação e aceitar feedback

Os sistemas de permacultura são autorreguláveis, o que significa que reduzem os ciclos de feedback negativo, ao mesmo tempo que reforçam os positivos. O sistema irá, portanto, reduzir as medidas corretivas dos erros ao longo do tempo, trabalhando com a natureza em mente. O sistema irá, portanto, reduzir as medidas corretivas dos erros ao longo do tempo, trabalhando com a natureza em mente.

Os sistemas autorreguladores podem depende do equilíbrio entre a integração e a diversidade. Se a diversidade for em demasia, teremos caos e confusão. Com uma integração excessiva, acabaremos numa flatland ou um dogma.

Use e valorize os recursos e serviços renováveis

Os sistemas de permacultura devem apoiar-se nos recursos renováveis ​​para obter rendimento/lucro, mesmo que ssejam necessários alguns recursos não renováveis ​ para a criação de tal sistema. Por exemplo, podem usar-se porcos ou cabras ​​para preparar o solo para o plantio, em vez de máquinas rotativas, que consomem muita energia. Num sistema de permacultura, o valor dos recursos deve ser pelo menos de dupla função.

Tentar exercer um controlo de 100% sobre a natureza através da extração de recursos finitos sai caro e é destrutivo para o meio ambiente. A permacultura aplica o uso de recursos renováveis ​​para restaurar o equilíbrio ecológico entre a natureza e os seres humanos.

Não faça lixo

Um bom embaixador para este princípio é a minhoca, que consome resíduos sob a forma de folhas ou vegetais e os converte em húmus – matéria orgânica vital para um solo saudável.

O sistema industrial tem enormes insumos energéticos, com quantidades iguais de produtos que acabam em aterros ou lixeiras, aumentando os níveis de dióxido de carbono da atmosfera. Poluentes não adicionam para a sustentabilidade de um sistema.

Design dos padrões para os detalhes

Da mesma forma que uma aranha cria a sua teia, este princípio envolve um planeamento sectorial e local que é crucial para qualquer sistema de permacultura. Uma das ideias iniciais para esse princípio veio das florestas de alimentos. Uma floresta de alimentos é uma rede interligada de formas de vida – cada uma apoiando o todo.

Dentro da análise zonal do design de permacultura, há muitas vezes um ponto focal a partir do qual se originam outros padrões. Uma quinta, por exemplo, pode ser um ponto focal para armazenar energia renovável que possa ser captada e redirecionada para uma horta. O princípio “dos padrões para os detalhes” foca o design de sistemas completos para uma análise global de planeamento e desenvolvimento do local e do setor.

Integrar em vez de segregar

O modelo industrial foca o pensamento reducionista, isolando componentes para análise. Devido à sua natureza tendenciosa, porém, este modelo materialista tornou-se destrutivo no seu funcionamento. Ao integrar as componentes úteis de um sistema numa perspetiva relacional, podemos criar sistemas que sejam mais responsivos aos ciclos de feedback ambiental e social.

Use soluções pequenas e lentas

Os sistemas industriais tendem a ser em grande escala e dissipadores. Os sistemas de permacultura regressam ao ser humano como critério para a produção de energia em pequena escala e de soluções lentas e de longa duração, para atender às necessidades. Exemplos simples desse princípio em ação poderiam ser cultivar os nossos próprios alimentos, reparar eletrodomésticos avariados, fazer as nossas próprias roupas, ensinar em casa ou cuidar da nossa saúde consumindo alimentos orgânicos e exercitando-nos regularmente.

Em vez de procurar uma solução rápida (como é o caso das narrativas industriais da medicina, a alimentação e o entretenimento), a permacultura baseia-se em soluções lentas e constantes para exercer um impacto duradouro no bem-estar humano e ambiental.

Use e valorize a diversidade

Tanto a forma como a função são adequadas para integrar as componentes úteis da diversidade.

Os sistemas de monocultura não valorizam a diversidade como meio de produção. Pelo contrário, as corporações vão limpar enormes extensões de terra de biodiversidade para plantar palmeiras, por exemplo. O foco está no lucro a curto prazo, enquanto o processo se torna cada vez mais unidimensional para cumprir esse objetivo. A diversidade deve ser reintegrada nos sistemas, como forma de aumentar a fertilidade, a produção e melhorar a saúde.

Use as fronteiras e valorize o marginal

O nosso mundo é composto por arestas – floresta/rio, rio/campo, oceano/praia e montanha/vale. Uma dimensão significativa da permacultura consiste em aprender a melhor utilizar estas arestas. No solo, temos muitas camadas diferentes, como húmus, solo superficial, subsolo, rocha erodida e leito rochoso. Entre estas camadas estão as arestas, que acrescentam à totalidade, adaptabilidade e funcionamento de um sistema. As bordas de um sistema são os mais férteis.

Um sistema de monocultura rapidamente perde a visão do funcionamento das arestas, enquanto a permacultura as considera um parâmetro valioso na criação de soluções que se adaptam à mudança.

Usar e responder criativamente à mudança

A permacultura trata do alinhamento de sistemas naturais e sociais para gerar resultados sustentáveis. a longo prazo, o que depende da flexibilidade de um sistema.

A nossa capacidade de sermos flexíveis e de nos adaptarmos à mudança requer uma mentalidade aberta e expansiva. Se estivermos presos a uma narrativa baseada no medo, fechada a novas ideias ou formas de evolução, teremos dificuldade em criar sistemas sustentáveis.

Se pudermos assumir novas perspetivas, integrar o que funciona, tornar-nos resilientes e adaptáveis ​​à mudança, poderemos criar soluções de maior alcance para algumas das nossas preocupações globais mais prementes.

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